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domingo, 11 de outubro de 2015

A derrota de Cunha é a derrota de Moro, da Lava Jato e da mídia

O grande azar de Cunha foi ter ficado ao alcance de quem não está sob seu domínio nem de seus amigos e aliados: a Suíça.

Foi o mesmo azar de Marin.

No Brasil, Cunha permaneceria impune como sempre aconteceu nestes anos todos de uma carreira obscura e cheia de acusações de delinquência.

Nem Moro e nem a Polícia Federal têm alguma ação sobre tipos como Cunha.

sábado, 10 de outubro de 2015

Contrato reforça elo de ministro do TCU com suspeita de fraude fiscal RUBENS VALENTE



Documentos apreendidos pela Operação Zelotes, obtidos pela Folha, revelam que o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Augusto Nardes ainda era um dos donos da empresa Planalto Soluções quando ela fechou uma parceria com uma das principais firmas de consultoria envolvidas no escândalo do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais).
A firma que contratou a empresa de Nardes é a SGR Consultoria, pertencente ao ex-conselheiro do Carf José Ricardo da Silva, alvo da investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal sobre compra de decisões no órgão vinculado ao Ministério da Fazenda que analisa recursos contra multas.

Dalmo Dallari: "Competência do TSE se restringe ao período eleitoral"


Um dos juristas mais consultados nos últimos meses para debater as tentativas de impeachment da presidente Dilma Rousseff e a competência de órgãos da Justiça no Brasil, o jurista Dalmo Dallari disse, em entrevista ao Jornal do Brasil, que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não pode impugnar o mandato da chefe do Executivo.
"O TSE só pode ter interferência em até 15 dias depois da diplomação da presidente, caso alguém venha a contestá-la. A competência do TSE, que é muito importante, se refere apenas ao período e ao processo eleitoral", sentencia o jurista.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

"Oposição e coxinhas querem ganhar no tapetão"

Em entrevista, Bandeira de Mello também condena o PiG: não dizia nada quando era o FHC
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O Conexão Serrana , via Conversa Afiada, reproduz entrevista do jurista Bandeira de Mello, extraída do Vermelho:

Bandeira de Mello: Sem base legal, impeachment é espernear de coxinhas

“Não há base legal nenhuma para impeachment.” A enfática declaração parte de um dos juristas mais respeitados do país. Em entrevista ao Portal Vermelho, Celso Antônio Bandeira de Mello, considerado o maior especialista em Direito Administrativo brasileiro, classifica a tentativa de derrubar Dilma Rousseff como “um espernear dos coxinhas”, um tipo de “golpe disfarçado”. Para ele, a oposição – com aval da mídia – tem medo de enfrentar o ex-presidente Lula em 2018 e quer “ganhar no tapetão”.

Janot confirmou à Câmara as contas do deputado no país europeu

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Em O Globo:
Documentos mostram que endereço é o mesmo de casa de presidente da Câmara
BRASÍLIA - Relatório do Ministério Público da Suíça informa que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB) fechou duas das quatro contas que mantinha no banco Julius Baer em abril do ano passado, um mês depois do início da Operação Lava-Jato, segundo disse ao GLOBO uma fonte que acompanha o caso de perto. As duas outras contas foram bloqueadas em abril deste ano com um saldo aproximado de US$ 2,5 milhões a partir de uma investigação sobre o suposto envolvimento de Cunha com corrupção e lavagem de dinheiro.

Bloomberg: mercados internacionais “exageraram” no pessimismo sobre o Brasil

Uma análise da situação política e econômica do Brasil publicada pela rede global de economia “Bloomberg” sugere que o pessimismo e a reação negativa do mercado internacional aos problemas do país e à perda do grau de investimento foram exagerados.

A avaliação dos especialistas de mercado da “Bloomberg” inclui um cálculo que indica que a probabilidade de o Brasil dar calote em suas dívidas no próximo ano é de 0,07%, “uma das mais baixas na região”, diz.

“O mercado não parece estar levando em consideração vários fatores importantes que determinam o risco do Brasil não pagar as dívidas”, argumenta. A análise cita que a dívida externa a ser paga nos próximos 12 meses é bem menor (em relação ao PIB) de que a do Chile e a do México; diz que as reservas em moeda internacional do Brasil são maiores de que desses outros dois países e indica até que o risco político do Brasil é menor de que o do México, do Peru e da Colômbia – tudo isso, apesar da crise vivida no país.
Do Uol, a partir do DCM:

Com Lula e Dilma, pobreza desaba no Brasil

E o TCU penaliza ações que mantinham programas sociais
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Banco Mundial reconhece a importância do Bolsa Família e do Brasil Sem Miséria
O número de pessoas vivendo em situação de pobreza extrema no Brasil caiu 64% entre 2001 e 2013, passando de 13,6% para 4,9% da população, segundo dados divulgados nesta semana pelo Banco Mundial.

A redução - que pode perder força com a atual crise econômica - foi calculada com base em uma nova linha de pobreza estabelecida pelo banco, de US$ 1,90 (cerca de R$ 7,32) por dia, e é maior do que a divulgada anteriormente.

Antes, quando se levava em conta linha de pobreza anterior, de renda de US$ 1,25 (cerca de R$ 4,81 no cotação atual) por dia, o declínio da pobreza extrema no Brasil no período havia sido de 59%, passando de 10,2% em 2001 para 4,2% em 2013.

A linha anterior tinha como base preços de 2005. A atualização preserva o real poder de compra, considerando fatores como inflação, taxa de câmbio e preços de matérias-primas e incorporando dados sobre diferenças no custo de vida nos países.

De acordo com o Banco Mundial, com base na nova linha, o número de pessoas em situação de extrema pobreza no Brasil em 2013 era de 9,5 milhões.

Até então, pela metodologia antiga, o número de pessoas nessa situação no mesmo ano era de cerca de 8,4 milhões, considerando-se população de cerca de 200 milhões de brasileiros.

O que de fato mudou é o declínio mais acentuado da pobreza, percentualmente.

Os dados foram divulgados durante reunião do Banco Mundial e do FMI (Fundo Monetário Internacional) em Lima, no Peru.


'Declínio mais rápido'

Segundo o economista Emmanuel Skoufias, especialista do Banco Mundial em América Latina e redução de pobreza, o declínio nos índices de pobreza no Brasil foi mais rápido do que em outros países da região.

"Verificamos a mesma tendência na maioria dos países da América Latina, de queda na pobreza com a nova linha. Em muitos países, a uma velocidade maior do que a verificada com a linha anterior", disse Skoufias à BBC Brasil.

"Mas de maneira geral o Brasil é um dos países mais bem-sucedidos na redução da pobreza nos últimos 15 anos", afirma. "Apesar de todos os países latino-americanos terem se beneficiado do boom das commodities nos anos 2000, no Brasil o declínio da taxa de pobreza foi mais rápido do que no resto da região."

Inclusão social


O economista atribui o sucesso a programas como o Bolsa Família e o Brasil sem Miséria, que considera "muitos eficazes para evitar que pessoas caiam na pobreza e para ajudá-las a sair da pobreza".

Os dados do Banco Mundial para o Brasil vão até 2013 e não levam em conta a crise econômica atual. Segundo o FMI, a economia brasileira deve encolher 3% neste ano.

O Banco Mundial diz que a desaceleração econômica em muitas economias emergentes representa um desafio na luta contra a pobreza.

Para Skoufias, as redes de proteção em vigor no país deverão evitar que muitas pessoas voltem para uma situação de pobreza. No entanto, é possível que que a atual crise econômica interrompa o avanço na redução da pobreza no Brasil quando analisados os dados de 2014 e 2015.

Pesquisa de um ano atrás do IBGE apontava o estacionamento dos índices de desigualdade no Brasil, após anos de queda constante. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2013, o chamado Índice Gini, que varia de 0 a 1 e é usado para medir a desigualdade, piorou de 0,496 em 2012 para a 0,498 em 2013, o primeiro aumento desde pelo menos 2001.

Redução global

O Banco Mundial projeta que o número global de pessoas em situação de pobreza extrema vai cair de 902 milhões (ou 12,8% da população global) em 2012 para 702 milhões (9,6%) até o fim deste ano.

Será a primeira vez que menos de 10% da população mundial vive em situação de pobreza extrema.

Em 1990, a pobreza extrema atingia 37,1% da população global.

Na América Latina, o número de pessoas nessa situação vai cair de 37,1 milhões (6,2% da população da região) em 2012 para 29,7 milhões (5,6%) até o fim deste ano.

Segundo o Banco Mundial, a África Subsaariana terá queda de 42,6% para 35,2% no período, mas ainda assim vai concentrar metade de todas as pessoas do mundo em situação de extrema pobreza
Na BBC Brasil: