O ministro das Relações Exteriores e chanceler do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa,
fez questão de se posicionar mais uma vez em relação ao impeachment de
Dilma Rousseff (PT) e garantiu que o governo do país cisplatino não tem
intenções de reconhecer Michel Temer (PMDB) como presidente do país.
“O
Uruguai se manifestou politicamente, já disse o que tinha que dizer.
Com certeza estamos muito preocupados com esta situação e esperamos que
tudo ocorra dentro dos parâmetros constitucionais e institucionais. A
posição do nosso governo está clara, pois nós já nos posicionamos a
respeito disso”, disse Nin Novoa em entrevista a jornalistas na última
quinta (12), data do primeiro dia de mandato do presidente em exercício.Perguntado
se irá entrar em contato com Temer ou com alguém de seu gabinete, o
chanceler foi direto: “Não [haverá nenhum tipo de comunicação]. Já
dissemos o que deveríamos ter dito, de maneira que não temos mais nada a
agregar.O
vizinho do sul não é o único país que não reconhece a legitimidade do
peemedebista como chefe de Estado brasileiro. Já a Ministra das Relações
Exteriores da Rússia, María Zajárova, afirmou que “é inaceitável a
interferência externa na atual situação política do Brasil” e que Moscou
espera um país “estável e democrático”
.

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De
acordo com o portal da TeleSur, o governo do Chile também manifestou
sua preocupação com as circunstâncias em que Dilma foi afastada. “Nos
preocupamos com a nossa nação irmã, que tem gerado incerteza em nível
internacional”, alegou institucionalmente em comunicado.
Ainda
no Chile, o Partido Comunista local se posicionou contra “a violação do
Estado Democrático de Direito”, em referência ao impeachment. Outras
legendas e órgãos, como o Die Linke, da Alemanha, e o PSUV, da
Venezuela, bem como a Unasur (União das Nações Sul-Americanas), também
criticaram duramente o processo.
Fotos: Reprodução/Tele e Agência Brasil
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