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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Lula presta depoimento voluntário ao Ministério Público do Distrito Federal


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve nesta quinta-feira com o Procurador da República Ivan Cláudio Marx, e prestou voluntariamente depoimento sobre o inquérito aberto pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPF-DF) pedindo esclarecimentos a respeito das palestras e viagens ao exterior do ex-presidente.

Em nota, o Instituto Lula informa que o ex-presidente espondeu às perguntas do procurador e argumentou que os presidentes e ex-presidentes do mundo inteiro defendem as empresas de seus países no exterior. Afirmou também que para ele isso é motivo de orgulho. 

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

O Cunha no colo de quem é de Cunha

cunhalula


Impressionante a inversão dos fatos de que é capaz a imprensa brasileira.

Quem lê o “Estadão” hoje – Por Dilma, Lula aciona PT em busca de acordo para salvar mandato de Cunha – fica com a impressão que foi Lula, e não o alto comando da oposição que se deixou fotografar à saída da casa de Eduardo Cunha, logo após a divulgação de uma nota em que se “exigia” seu afastamento da presidência da Câmara.

Que não cabe a Dilma, como Presidente da República,  nem a Lula, como seu melhor articulador político, fantasiarem-se de “cara-pintada” e aparecer no Facebook segurando cartãozinho com #ForaCunha, só um primário pode discordar.

Mas daí a jogar sobre ambos a ideia de que querem “salvar Cunha” é de primarismo igual ou pior.

Os filhos dos presidentes


Nada mais comum, lamentavelmente, que em países como o nosso, onde a base política é construída não pela vontade de defender o interesse nacional mas por interesses próprios, familiares de políticos se tornem alvo dos que se limitam a fazer política marginal. Isso já acontece há muito tempo no Brasil.
O presidente Getúlio Vargas, elogiado até por quem o depôs, homem sério, patriota, de comportamento exemplar com a coisa pública, teve seu filho, até mesmo doente, que logo veio a falecer, também atacado. Sua mulher, ofendiam mesmo sendo um exemplo de primeira dama, modelo que até hoje reflete nas primeiras damas do Brasil. Em determinado ponto, ela teve sua honra atingida, com insinuações relacionadas a um prefeito da época. Tudo era uma mentira.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

A Lava Jato se não for enquadrada com rigor pelos limites da lei, se estabelecerá como uma nova República do Galeão


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O Brasil e a República de Salém
(Jornal do Brasil) – O Ministro Teori Zavascki retirou da Operação Lava-Jato a investigação de questões relativas à Eletronuclear.
O fez porque o caso envolve o senador Edson Lobão, que tem foro privilegiado.
Mas poderia tê-lo feito também devido a outros motivos. A Eletronuclear não possui instalações no Paraná, nem vínculos com a Petrobras, e não se sustenta a tese, que quer dar a entender o Juiz Sérgio Moro, de que tudo, das investigações sobre o Ministério do Planejamento, relacionadas com a Ministra Gleise Hoffman, à Eletronuclear, Petrobras, hidrelétricas em construção na Amazônia, projetos da área de defesa, da indústria naval, e qualquer coisa que envolva a participação das maiores empresas do país em projetos e programas estratégicos para o desenvolvimento nacional, “é a mesma coisa” e culpa de uma “mesma organização criminosa”, estabelecida, há alguns anos, com o deliberado intuito de tomar de assalto o país.

Como a Lava Jato foi pensada como uma operação de guerra

O excelente jornalista Luís Nassif encontrou um artigo perdido de Sergio Moro publicado em 2004, no qual o juiz expõe, já naquela época, como seria uma operação sob seu comando.

Fã da operação "Mãos Limpas" -- que destruiu os partidos italianos e abriu o caminho para sucessão de Silvio Berlusconi -- Sergio Moro dá sinais de megalomania, ao concluir que os vícios do sistema político tradicional devem ser combatidos pelo judiciário, mesmo que para isso seja necessário quebrar as regras do estado de direito democrático. 
No artigo, Moro defende a prisão indiscriminada de suspeitos, o uso da delação premiada sob tortura psicológica dos acusados e diz com todas as letras que o apoio da mídia é fundamental para o sucesso da operação. Ou seja, tudo o que temos observado até agora na operação Lata Jato.
O texto é longo, mas vale a leitura.
Como a Lava Jato foi pensada como uma operação de guerra

O vazamento torrencial de depoimentos, a marcação cerrada sobre Lula, o pacto incondicional com os grupos de mídia, a prisão de suspeitos até que aceitem a delação premiada, essas e demais práticas adotadas pela Operação Lava Jato estavam previstas em artigo de 2004 do juiz Sérgio Moro, analisando o sucesso da Operação Mãos Limpas (ou mani pulite) na Itália.

O melhor discurso da Presidenta

 "Quem tem força moral, reputação ilibada e biografia limpa suficientes para atacar a minha honra? Quem?"
bessinha ku klux kunha
O Conexão Serrana, via Conversa Afiada reproduz trecho essencial do discurso - o melhor de sua carreira política - que a Presidenta Dilma fez ontem, terça-feira, 13/10, no Congresso da CUT.

É bom lembrar que, com a recuperação do quórum dos 2/3 para o processo de impítim, ela falou depois de o Supremo ter lançado uma pá de cal nos "moralistas sem moral".

STF suspende efeitos de rito sobre tramitação de impeachment


Os ministros Teori Zavascki e Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiram liminares para suspender os efeitos da Resposta à Questão de Ordem 105/2015, decidida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sobre a forma de tramitação dos pedidos de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff por suposto crime de responsabilidade.
Na prática, Cunha poderia colocar em plenário votação por abertura de impedimento de mandato sem a necessidade de comprovação de crimes.  As liminares foram deferidas nos mandados de segurança dos deputados Wadih Damous (PT-RJ) e Rubens Pereira Jr. (PCdoB-MA).