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quarta-feira, 7 de outubro de 2015


TCU vota rápido e vira manchete no jn

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Acompanhei, estarrecido, o voto dos ministros do TCU sobre o relatório em que Augusto Nardes  propõe a rejeição das contas presidenciais, que acaba de ser encerrado.

Do relatório, porque a leitura do seu voto também não  passa de uma página, que se seguiu à leitura do relatório “técnico”.

Em apenas 19 minutos, houve  apresentação dos votos “fundamentados” de todos os integrantes da corte.

Nenhuma palavra sobre as alegações do Governo.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Agripino deu azar. Processo por propina cai com Barroso, não com Gilmar

jaja


O senador José Agripino Maia, o Jajá Rabo de Palha – apelido que vem de uma gravação em que ele recomendava comprar votos sem deixar rastros, o tal “rabo de palha –  torceu hoje num sorteio e…perdeu.

Denunciado por propina na construção da Arena das Dunas, em Natal – o Rio Grande do Norte era governado por sua correligionária de DEM Rosalba Ciarlini Rosado – Agripino sonhava que a relatoria caísse nas mãos do Ministro Gilmar Mendes, mas não deu…

O relator será Luís Roberto Barroso, que vai analisar a denúncia que foi desmembrada dos inquéritos da Lava Jato.

O paladino da moral, frequentador das marchas anticorrupção, já não é estreante: desde março, o STF tem um inquérito contra ele por  cobrado  R$ 1 milhão para permitir um esquema de corrupção no serviço de inspeção veicular do Rio Grande do Norte.

Neste também deu azar, o sorteio apontou como relatora a ministra Carmem Lúcia.

Qua azar, Jajá…

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Procuradoria pede ao STF inquérito para investigar senador Agripino Maia



O presidente do DEM, Agripino Maia (RN) (Foto: Antonio Cruz/ABr)

O presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN)
(Foto: Antonio Cruz/ABr)
 Procuradoria Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) abertura de inquérito para investigar o senador José Agripino Maia (RN), presidente do DEM, por suposta prática de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O pedido da PGR é resultante de investigações da Operação Lava Jato, que apura desvio de recursos e corrupção na Petrobras. De acordo com o pedido, as investigações apontaram que o senador combinou pagamento de propina com executivos da OAS, uma das empreiteiras alvo da Lava Jato. O dinheiro teria sido desviado da obra do estádio Arena das Dunas, em Natal.

Nardes violou a lei, é óbvio. Mas desde quando a lei vale para todos?


    nardes

Quem lê os jornais, se tiver um mínimo de honestidade, não pode deixar de reconhecer que o ministro Augusto Nardes violou dúzias de vezes o que está expresso no artigo 36, inciso III da Lei Orgânica da Magistratura Nacional:
Art. 36 – É vedado ao magistrado:<
   (…)
      III – manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, ou juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças, de órgãos judiciais, ressalvada a crítica nos autos e em obras técnicas ou no exercício do magistério.

A exemplar enquadrada no relator das contas de Dilma

A sociedade ganha quando abusos contra democracia são respondidos.
augusto nardes
O Conexão Serrana (via Conversa Afiada) reproduz artigo de Paulo Nogueira, extraído do Diário do Centro do Mundo:
Com monumental atraso, o governo reagiu ao uso político da Justiça por magistrados que se comportam como ativistas da direita.

Foi exemplar, ainda que tardia, a atitude tomada contra Augusto Nardes, que fez do TCU um reduto dedicado a atacar a democracia pela supressão, por motivos ridículos, de 54 milhões de votos.

Nardes vem defendendo publicamente a rejeição das contas de Dilma sem o menor pudor que um magistrado deveria, ao menos, fingir ter.

Anunciou seu voto em favor da reprovação das contas – um capítulo relevante na estratégia dos golpistas – e chegou ao ponto abjeto de vazar seu parecer para o Estadão.

Vazamentos são, hoje, o principal ponto de conexão entre os dois agentes centrais do golpe: a imprensa e a oposição conservadora, incluídos nela políticos, juízes e policiais federais da Lava Jato.

Vazamentos tendensiosos e muitas vezes simplesmente mentirosos se transformam em “furos” que vão dar em capas de revistas e manchetes de jornais.

Este material de conteúdo duvidoso se infiltra na cabeça de brasileiros crédulos – os chamados analfabetos políticos – e vão dar em coisas como passeatas pelo golpe e mensagens de ódio nas redes sociais.

A reação do governo a Nardes teve o barulho que tantas vezes faltou. Foi convocada com estardalhaço uma entrevista coletiva carregada de palavras com a dureza que a ocasião exigia.

Até o ministro da Justiça, habitualmente infenso a confrontações, deixou clara sua reprovação à conduta de Nardes.

Nardes foi obrigado a se defender, e fez isso de uma forma acintosa para quem acompanha suas movimentações.

Conseguiu dizer que não adiantou seu voto. Os advogados do governo juntaram 2 000 páginas de palavrório de Nardes sobre as contas de Dilma, e ainda assim ele invoca seu próprio silêncio.

Uma entrevista meses atrás para a Época é particularmente reveladora. Um trecho, abaixo:

ÉPOCA – O governo argumenta que as pedaladas existiram nas gestões anteriores e que o TCU nunca ligou.
Nardes – O Tribunal alertou o governo várias vezes.

Repare: ele simplesmente não respondeu. E a revista publicou esta não resposta.

A importância em reagir é que você estabelece limites para os outros.

Lula, recentemente, decidiu processar os jornalistas que o acusam sem provas. A mensagem chega ao outro lado: acabou a farra. Querem acusar? Tudo bem. Mas podem procurar advogados para enfrentar um processo.

Faz toda a diferença, ainda que a Justiça brasileira seja esta que conhecemos.

Mantega processou desvairados que o incomodaram num restaurante. Eles foram obrigados a se retratar, além de ter gastado dinheiro com advogados e de se submeterem a um vexame público.

Dificilmente Mantega voltará a ser importunado agora, pois ele marcou limites.

Padilha não fez nada em situação semelhante, e se tornou uma vítima contumaz dos desequilibrados.

Parece que, finalmente, ele decidiu reagir. Cobrado pela inação no Twitter, ele disse já ter acionado advogados.

Ao longo da campanha, policiais federais da Lava Jato simpatizantes de Aécio cansaram de promover vazamentos criminosos sem que o ministro da Justiça, a quem a PF responde, reagisse à altura.

As provocações de Gilmar Mendes também devem ser entendidas à falta de resposta enérgica.

Como um juiz pode segurar um projeto tão vital como o do financiamento de campanhas por mais de um ano sem que ninguém – aí incluído o presidente do STF – deixe claro que é algo intolerável?

A impunidade estimula delinquências, e é assim que Gilmar foi se tornando um político togado dedicado às causas conservadoras.

A sociedade – não estamos falando do PT, do governo, de Dilma, de Lula – ganha quando são devidamente respondidos os abusos de quem não respeita a democracia.

Este o mérito da enquadrada em Nardes.

domingo, 4 de outubro de 2015

SENSACIONAL: REVISTAS DESCOBREM QUE EDUARDO CUNHA NÃO EXISTE!


    capasdastres

Aproprio-me  das imagens das capas das três “grandes” revistas semanais, reproduzidas no Facebook de Fernando Morais. Salvo por duas pequenas notas na capa da  Istoé e da Época – “nadica de nada” na Veja – o leitor que tiver passado algum tempo em Marte, olhando os córregos que a Nasa descobriu por lá, haverá de pensar que Eduardo Cunha, que era o todo-poderoso “dono” da Câmara, não existe mais.

Como classificar o silêncio de Aécio e FHC sobre Cunha?


Sabe o silêncio que Cunha fez quando Chico Alencar perguntou a ele na Câmara se tinha mesmo contas na Suíça?  Como poderíamos classificá-lo?  Cínico. Cafageste. Culpado. Canalha. Indecente. Patético. Debochado.  Bem, é só ir ao dicionário em busca de palavras negativas e você vai ver que cada uma delas caberá ao silêncio de Cunha diante de Chico Alencar.  Você verá, também, que cada um dos adjetivos vale, igualmente, para o silêncio de FHC, Aécio e Serra sobre o escândalo das contas de Cunha na Suíça.  É um silêncio particularmente revelador este dos tucanos porque mostra a natureza da sua pregação anticorrupção.